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	<title>AHRJ - Associação dos Hemofílicos do Rio de Janeiro &#187; HIV</title>
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		<title>A esperança está no ar</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Dec 2008 16:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AHRJ</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Hepatites]]></category>
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		<description><![CDATA[Quando o raio cruza os céus num mortal relampejo de luz carregando mais de 300 mil volts e temperatura de até 30 mil graus, ele gera vida. Porque é assim que o oxigênio (O2) que o mundo respira se transforma em ozônio (O3), gás que, além de proteger dos raios ultravioletas e outros que causam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o raio cruza os céus num mortal relampejo de luz carregando mais de 300 mil volts e temperatura de até 30 mil graus, ele gera vida. Porque é assim que o oxigênio (O2) que o mundo respira se transforma em ozônio (O3), gás que, além de proteger dos raios ultravioletas e outros que causam câncer, entre outros males, também mata rapidamente os vírus e bactérias, estimula o crescimento das plantas e, por incrível que pareça, acelera a regeneração das células dol corpo humano.</p>
<p><img src="http://www.ahrj.org.br/wp-content/themes/busybee/images/esperanca.jpg" alt="" /></p>
<p>Ainda que suas inúmeras propriedades sejam benéficas para as pessoas, a força política e influência financeira dos grandes laboratórios que fabricam medicamentos químicos, para seus defensores essa seria uma das principais causas de ele não ser conhecido pela população, nem seu uso autorizado em países como o Brasil, exceto para pesquisas.</p>
<p>Em Cuba há mais de 30 centros de aplicação de ozônio com o qual pacientes se vêem curados de hepatites, feridas diabéticas, problemas de pele e as mais diversas infecções resistentes aos medicamentos convencionais. Por isso ele também é usado muito regularmente na rede pública de saúde de vários países da Europa e Ásia, sem que ainda se desconheçam efeitos colaterais negativos causados por ele.</p>
<p>Em setembro do ano passado, o agente policial civil David da Costa Coelho, portador do vírus da hepatite C e vice-presidente da Associação dos Portadores de Hepatites do Acre (Aphac), bem que tentava caminhar, mas apenas se arrastava porque, segundo ele, as dores e a fraqueza causadas pelo uso do Interferon e Ribaverina para combater sua hepatite C, além de não ter conseguido eliminar o vírus, haviam lançado seu corpo numa anemia profunda e causado o enfraquecimento das demais funções.</p>
<p>“O Interferon mata o vírus e a Ribaverina ajuda a restaurar as funções do fígado.Quando comecei o tratamento, tinha 3.700.000 vírus por litro de sangue, terminei com 7.000 vírus por litros, melhorou muito, mas ainda não estava bom”, reconhece. A má notícia era de que, embora estivesse extremamente debilitado, ainda teria de repetir imediatamente uma nova rodada dos medicamentos na esperança de que assim conseguisse eliminar definitivamente o vírus.</p>
<p>“Comecei o tratamento com Intereferon pesando 61 quilos, terminei com 49, estava acabado, senti que eu não ia agüentar a segunda fase do tratamento. Nessa época, durante uma palestra das médicas Judith e Cirley, eu soube que o Glacus vinha fazer uma palestra sobre os bons resultados que vinham sendo conseguido com o uso do ozônio no tratamento de uma série de doenças, entre elas as hepatites”, recorda David. “Eu estava desesperado e resolvi participar da sua pesquisa na esperança de que isso pudesse me ajudar.”</p>
<p>Esclarecendo que fazia duas aplicações muito pequenas do gás por semana, agora só faz uma. “Com um mês notei que a cor da minha pele tinha ficado bonita, fiquei mais disposto e recuperei o paladar, voltando a sentir o gosto das coisas. Passei a me alimentar melhor e a caminhar para recuperar os músculos e, suando, tirar as toxinas do corpo. Agora, pouco mais de três meses depois, restaurei a minha vida. Sábado passado fui à Saudosa Maloca, onde dancei tanto que fiquei com a roupa molhada e não senti cansaço. Agora já estou pesando 77 quilos. Esse ozônio é uma benção!”.</p>
<p>Ele fez questão de agradecer o restabelecimento de sua saúde às médicas Judith e Cirley, que o trataram com a medicação convencional e o convidaram para assistir à palestra sobre o gás. O palestrante é o doutor Glacus de Souza Brito, diretor da Unidade Clínica de Investigação Imunológica e Alérgica, atuando como pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) com autorização do Ministério da Saúde. Sua função está sendo testar o combate a doenças, eliminação de microorganismos e a cicatrização de feridas usando o gás-ozônio.</p>
<p><strong>Deu no pé</strong></p>
<p>O seringueiro Franklin Ferreira de Souza, 77 anos, pai de onze filhos, lembra que levou uma vida bastante agitada: gostava de festas, comida farta e “bebida no balde”. Levou a vida como bem entendeu até que há uns 20 anos acabou sentindo uma febre muito alta e foi internado no hospital. “Lá o médico descobriu que, além da infecção, eu ainda estava com o coração crescido e tinha diabetes. Ele me deu uma lista de dieta em que eu não podia comer quase nada, se cumprisse tudo aqui já estava morto. Gosto de prato cheio, pode me tirar qualquer coisa, mas sem o feijão e a farinha sou um homem morto”, diz.</p>
<p>Tirando os doces de sua vida, Franklin foi convivendo com alguns problemas típicos do diabetes e entre uma e outra infecção acabou perdendo dois dedos, que precisaram ser amputados para não ter de cortar o pé inteiro. Eu disse para o doutor não cortar meu pé. Antes perder um dedo, mas sem o pé seria melhor morrer. Dias desses, caminhando descalço pelo quintal, feri embaixo do dedão, foi outra infecção que está dando trabalho para curar. A gente que é diabético não tem cura não, as feridas, quando fecham, ficam com uma pele bem fininha, é triscar e arrumar outro problema. Como eu queria que aparecesse um remédio bom pra nós”, afirma.</p>
<p><strong>Milagre gasoso</strong></p>
<p>A médica infectologista Cirley Lobato, que há anos orienta e acompanha o tratamento das vítimas de hepatites, além de preparar alguns para os transplantes, relata que nunca trabalhou diretamente com o gás, até porque, sem que o produto seja reconhecido pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), a prescrição do tratamento não pode ser feita. “O doutor Glacus nos ofereceu uma parceria com a USP para que pudéssemos tratar, a título de teste, nossos pacientes em que o Interferon e Ribaverina não produziram bons resultados. Mas a papelada ainda está enroscada pelos caminhos burocráticos da Secretaria Estadual de Saúde. Se tivéssemos assinado o protocolo, possivelmente já estaríamos salvando muitas vidas”, declara.</p>
<p>Cirley faz questão de dizer que não trabalhou diretamente com esse gás, mas tem estudado bastante sua aplicação nas clínicas médicas de Cuba e Europa, onde os resultados são surpreendentemente positivos. “Não apliquei o gás, mas examinei pacientes antes e depois de receberam esse tratamento com ozônio e posso afirmar que os resultados foram os melhores possíveis. Sem contar com o fato de que, até hoje, ninguém encontrou um efeito colateral do uso desse produto.”</p>
<p><strong>Gás no pé</strong></p>
<p>A enfermeira Ionar Cosson é uma das mais animadas defensoras do uso do ozônio no combate aos problemas de saúde. Seu interesse surgiu quando junto com algumas colegas passaram cinco anos lutando para conseguir instalar na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) uma sala especialmente dedicada ao tratamento do pé diabético, que muito embora seja um programa oficial do Ministério da Saúde, teve no Acre seu primeiro serviço na Amazônia e agora, recentemente, outra sala dessas começou a funcionar em Manaus.</p>
<p>“As vítimas do diabetes tem de tomar muito cuidado com os pés, pois qualquer ferimento pode causar ulceras e infecções que levam a amputação de dedos, pés e até das pernas. Como esse é um problema complicado que tem mau cheiro e envolve pessoas muito carentes, poucos profissionais querem se dedicar a esse serviço tão necessário”. Lamentou.</p>
<p>Buscando soluções alternativas à imensa dificuldade em tratar os pés diabéticos, Ionar acabou descobrindo os resultados que se conseguiam nos hospitais cubanos e europeus usando este gás.</p>
<p>“O maior problema do pé diabético é a facilidade com que se contamina e a dificuldade que temos em fazer cicatrizar as feridas. O gás mata os microorganismos e acelera a regeneração da pele no local afetado, isso a um ritmo inacreditável. O que fazemos em meses usando a medicação convencionais, ele faz em questão de dias, segundo os relatos e artigos a que tive acesso”, por conta disso foi que o Ionar descobriu o médico Glacus Brito e o convidou para que viesse ao Acre fazer uma palestra sobre o uso desse gás em benefício da saúde das pessoas.</p>
<p>“Minha vontade era conseguir fazer esse trabalho, mesmo que em caráter de pesquisa, junto aos pacientes do pé diabético. Até tentei viabilizar isso inscrevendo minha proposta quando a Universidade do Pará ofereceu bolsas para doutorado, mas eles recusaram afirmando que o tratamento ainda não é reconhecido para a Anvisa. Disso eu já sabia, mas também sei que seu uso precisa ser pesquisado para que possa ser aprovado e era nisso que eu esperava contribuir enquanto ia melhorando a qualidade de vida de nossos pacientes que hoje sofrem”.</p>
<p>Agora, Cirley que foi aprovada como professora efetiva do curso de enfermagem da Ufac, decidiu tentar fazer isso através da proposta de realização de uma pesquisa acadêmica que funcionaria através de uma parceria com a Usp. “Tudo o que preciso é de um aparelho que não custa muito mais de cinco mil reais e de recursos para fazer funcionar uma estrutura mínima, pois os tratamentos com ozônio é muito eficiente, rápido e barato demais, aí é que está o problema, saúde é dinheiro!”</p>
<p><strong>Combate na terra dos faraós</strong></p>
<p>No Brasil, a referência no uso desse tratamento está nas pesquisas experimentais autorizadas que se realizam no Hospital das Clínicas e na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Professor e coordenador dos Projetos de Pesquisa Ozônio naquele hospital e universidade o médico Glacus de Souza Brito esteve visitando o Acre e demonstrou interesse em formalizar parcerias de pesquisa da Usp com a Universidade Federal do Acre e a</p>
<p>Segundo ele, o tratamento convencional de um único paciente usando Interferon comum e a Rivaberina para combater as hepatites custa uma média de R$ 60 mil por ano. Isso para conseguir uma taxa de cura que varia de apenas 10 a 15% dos pacientes. Usando o Interferon Peguilado a taxa de cura sobe para 35%, os demais contiuam tomando o medicamento por anos e anos até conseguirem um transplante de fígado, quando os remédios mudam.</p>
<p>Comparando situações, Glacus lembra que ao vacinar sua população contra a esquistossomose, nos anos 80, o governo do Egito não usou agulhas descartáveis e com isso contaminou 10 milhões de pessoas com o vírus da hepatite C num país que tem 60 milhões de habitantes.</p>
<p>“Diante da epidemia de hepatites no Egito, a Universidade do Cairo baseada na experiência de tratamentos que são realizados na Alemanha realizou um teste com 60 pacientes e observou que depois de seis meses recebendo o tratamento com ozônio 40% dos pacientes tinha eliminado o vírus os demais foram eliminando nos meses seguintes. Além de eficiente, a vantagem é que o tratamento com o uso do ozônio tem um custo de centavos quando comparado aos milhares e milhares de reais que são gastos nos tratamentos convencionais. Por isso seu uso em países como o Brasil e particularmente, para o Acre seriam de grande vantagem para a população e para a economia do Estado”, explica o médico.</p>
<p><strong>Gás que cura</strong></p>
<p>Descoberto em 1840 por Schönbein, o qual, durante suas pesquisas notou o cheiro forte que ganhava o oxigênio ao ser submetido às descargas elétricas aplicadas pelo cientista que denominou esse gás de oxigênio ozonizado. Werner von Siemens criaria em 1857 a primeira máquina de fazer ozônio. Ela foi usada por Hans Kleinman na realização dos primeiros estudos sobre a ação deste gás no combate às bactérias, fungos e germes como também para ajudar na cura de feridas e úlceras na pele de animais e pessoas.</p>
<p>Os resultados animadores levaram muitos outros cientistas a pesquisar o uso daquele gás em tratamentos de saúde ou para a desinfecção de objetos ou ambientes até que cem anos depois o Hänsler desenvolveu seu primeiro equipamento médico com dosagens precisas da mistura de oxigênio e ozônio ideais para cada tipo de tratamento que se necessitasse fazer.</p>
<p>Durante a primeira grande guerra e até a segunda, em 1940 o ozônio foi amplamente utilizado, principalmente na Europa, Rússia e Estados Unidos para tratar a população que adoecia ou para curar maior rapidez as feridas dos soldados.</p>
<p>Após a guerra autoridades norte americanas desestimularam seu uso para favorecer os fabricantes de remédios, mas as pesquisas tiveram continuidade em toda a Europa e Ásia.</p>
<p>O uso do ozônio em tratamentos de saúde voltou a ser autorizado em 14 dos 54 estados dos Estados Unidos, país em que a indústria de alimentos injeta o gás dentro das embalagens de massa para eliminar fungos e bactérias que fariam a comida estragar.</p>
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		<title>Nova droga reprime HIV por 48 semanas</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Sep 2007 16:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AHRJ</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O laboratório farmacêutico Merck informou que seu tratamento com Isentress (nome comercial do raltegravir), em combinação com outros remédios, proporcionou uma supressão viral sustentada de 48 semanas em pacientes infectados com o vírus HIV. Segundo os resultados de um estudo, o raltegravir, um inibidor oral da enzima integrase, permite uma supressão anti-retroviral durante 48 semanas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 18px;">O laboratório farmacêutico Merck informou que seu tratamento com Isentress (nome comercial do raltegravir), em combinação com outros remédios, proporcionou uma supressão viral sustentada de 48 semanas em pacientes infectados com o vírus HIV.</span></p>
<p>Segundo os resultados de um estudo, o raltegravir, um inibidor oral da enzima integrase, permite uma supressão anti-retroviral durante 48 semanas. Ele precisa ser combinado com um tratamento de apoio (OBT) e se destina a pacientes que foram tratados contra o vírus e apresentam resistência a outras drogas.</p>
<p><a href="http://www.ahrj.org.br/wp-content/uploads/2007/09/aids_zoom.jpg"><img src="http://www.ahrj.org.br/wp-content/uploads/2007/09/aids_zoom.jpg" alt="" title="aids_zoom" width="476" height="320" class="alignnone size-full wp-image-252" /></a></p>
<p>Os resultados também mostraram que o Isentress, administrado duas vezes ao dia por via oral em doses de 200, 400 e 600 miligramas, em combinação com o OBT, foi em geral bem tolerado pelos pacientes, segundo detalhou a farmacêutica em seu comunicado.</p>
<p>O Isentress é o primeiro inibidor de integrase aprovado pela agência de alimentos e drogas (FDA) dos Estados Unidos. O remédio recebeu o status de revisão prioritária, dado a produtos em pesquisa que atendem a necessidades médicas não satisfeitas.</p>
<p>O tratamento da Merck pode receber a aprovação definitiva em outubro. Ele procura inibir a inserção do código genético do HIV no DNA humano pela enzima integrase viral. A inibição da integrase bloqueia a capacidade do vírus de se replicar e infectar novas células.</p>
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		<title>Vacina contra Aids funciona bem em teste</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 16:52:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AHRJ</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pesquisadores sul-africanos disseram na sexta-feira terem ficado animados com o resultado de dois estudos sobre a Aids indicando que as vacinas podem, um dia, ser eficientes no controle dos níveis do vírus HIV (da doença) e, até mesmo, na prevenção desse mal. Dados preliminares de um teste clínico envolvendo 480 pessoas não contaminadas pelo vírus, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 18px;">Pesquisadores sul-africanos disseram na sexta-feira terem ficado animados com o resultado de dois estudos sobre a Aids indicando que as vacinas podem, um dia, ser eficientes no controle dos níveis do vírus HIV (da doença) e, até mesmo, na prevenção desse mal.</span></p>
<p>Dados preliminares de um teste clínico envolvendo 480 pessoas não contaminadas pelo vírus, metade delas moradores da África do Sul, mostrou que a maioria experimentou uma resposta imunológica positiva depois de ter recebido a vacina HVTN 204.</p>
<p>Um sistema imunológico saudável pode contribuir para evitar uma contaminação pelo HIV, ao passo que as pessoas com um sistema imunológico comprometido vêem-se, com frequência, mais sujeitas a contraírem o vírus. &#8220;Trata-se, realmente, de boas notícias. Esse é um marco importante, mas ainda temos um longo caminho a percorrer&#8221;, afirmou Gavin Churchyard, principal pesquisador envolvido no estudo.</p>
<p><a href="http://www.ahrj.org.br/wp-content/uploads/2007/08/aids-cbc.jpg"><img src="http://www.ahrj.org.br/wp-content/uploads/2007/08/aids-cbc.jpg" alt="" title="aids-cbc" width="470" height="300" class="alignnone size-full wp-image-250" /></a></p>
<p>As declarações dele foram dadas em um encontro patrocinado pela Iniciativa Sul-Africana da Vacina contra Aids e realizado em Johanesburgo. Segundo Churchyard, os efeitos colaterais da vacina mostraram-se, em regra, de leves a moderados.</p>
<p>Um outro teste clínico realizado com uma vacina de DNA desenvolvida pela FIT Biotech, da Finlândia, mostrou resultados igualmente promissores com um grupo menor de portadores do HIV, em sua maioria moradores de Soweto, uma área urbana de população negra localizada ao sul de Johanesburgo.</p>
<p>Cerca de 5,5 milhões de sul-africanos, ou por volta de 12% do total da população nacional, estão contaminados pelo HIV e mil deles morrem todos os dias em virtude da Aids, fazendo do país um foco importante para os esforços de criação de uma vacina contra a doença.</p>
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		<title>A AIDS não é mortal</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Aug 2007 17:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>AHRJ</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De acordo com a diretora- clínica do Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia (HDT), Cássia Silva de Miranda, é perfeitamente possível conviver com a aids. “Os casos fatais só ocorrem atualmente com aqueles que não aceitam a doença e fogem do tratamento”, acredita. O psicólogo Cláudio Rocha Costa concorda. Para ele, a aids deixou de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com a diretora- clínica do Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia (HDT), Cássia Silva de Miranda, é perfeitamente possível conviver com a aids. “Os casos fatais só ocorrem atualmente com aqueles que não aceitam a doença e fogem do tratamento”, acredita. O psicólogo Cláudio Rocha Costa concorda. Para ele, a aids deixou de ser um bicho-de-sete- cabeças. “Hoje, os portadores do HIV podem levar uma vida normal, trabalhar, estudar, se divertir e estar totalmente inseridos na sociedade”, comenta.</p>
<p>“A aids não é mortal. Mortais somos todos nós.” Esse é o título do artigo que o sociólogo Betinho publicou no início dos anos 90. Na época, estavam sendo testados os primeiros medicamentos para combater a aids. A expectativa de vida de pessoas infectadas pelo HIV ainda era pequena, mas a Medicina avançava nas descobertas sobre o vírus. Contudo, a desinformação e o acesso precário às novas drogas geravam um quadro desanimador para os soropositivos. Medo, sensação de impotência, preconceito e solidão eram sentimentos com os quais os doentes tinham que lidar.</p>
<p><a href="http://www.ahrj.org.br/wp-content/uploads/2007/08/aids-day-graffiti-istanbul.jpg"><img src="http://www.ahrj.org.br/wp-content/uploads/2007/08/aids-day-graffiti-istanbul.jpg" alt="" title="aids-day-graffiti-istanbul" width="400" height="300" class="alignnone size-full wp-image-248" /></a></p>
<p>Hoje, as notícias sobre o vírus são cada vez mais otimistas, especialmente no Brasil. A política de quebra de patentes de remédios e a fabricação de genéricos conseguiu baratear os medicamentos e oferecer tratamento gratuito aos pacientes. O resultado é que, desde 1996, o número de casos fatais diminuiu em 50%.</p>
<p>De acordo com Cláudio Rocha, normalmente os soropositivos passam por quatro estágios emocionais ao descobrirem a doença. No primeiro, eles reconstróem a própria vida e se questionam sobre seus possíveis erros. Depois passam por uma fase de reflexão, seguida de isolamento. Por fim, aceitam a doença e percebem que têm condições de se tratar.</p>
<p>Luciene Cordeiro Teodoro, 29, conhece bem este processo. Ela convive com o vírus há nove anos, desde que descobriu a doença por meio de exames de rotina. Mas demorou a procurar ajuda. Chocada com o resultado do exame, comunicou à família a decisão de não se tratar. Só mudou de idéia quando o médico informou sobre sua gravidez.</p>
<p>Após o nascimento do filho (soronegativo), Luciene desistiu do tratamento e abandonou a cidade natal. Foi trabalhar em Brasília e escondeu de todos a doença. “Sofria sozinha, porque tinha muito medo do preconceito”, confessa. Neste período, descuidou-se propositalmente da saúde. “Não comia direito, ficava exposta à friagem, dormia pouco&#8230;.Cheguei a pesar menos de quarenta quilos . Um dia fui comprar uma blusa e me olhei no espelho. Quando vi meu estado, me assustei. Decidi voltar para casa”, conta.</p>
<p>Debilitada a ponto de não poder se sustentar em pé, Luciene foi internada com pneumonia e suspeita de tuberculose. Passou quase um ano tentando se recuperar. Em busca de melhores condições de tratamento, deixou Uruaçu e mudou-se para Goiânia. Foi acolhida por casas de apoio, como o Condomínio Solidariedade e o Cada, onde vive atualmente.</p>
<p>Hoje, enfrenta a doença sem maiores problemas. Trabalha bordando blusas para o Cada e está à procura de um novo lar. E tem um bom motivo para isso: vai se casar pela segunda vez.</p>
<div class="shr-publisher-59"></div>]]></content:encoded>
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