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	<title>AHRJ - Associação dos Hemofílicos do Rio de Janeiro &#187; Notícias</title>
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		<title>Célula reprogramada a partir da pele cura doença até então incurável em cobaias</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Dec 2007 16:54:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Cientistas conseguiram fazer camundongo ficar livre da anemia falciforme. Feito é primeira prova de que células do tipo podem ser usadas na medicina. Pouco mais de duas semanas após cientistas anunciarem que conseguiram transformar pele humana em células que se comportam como células-tronco embrionárias, outra equipe utilizou a mesma técnica para curar camundongos com anemia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 18px;"> <strong>Cientistas conseguiram fazer camundongo ficar livre da anemia falciforme. Feito é primeira prova de que células do tipo podem ser usadas na medicina.</strong></span></p>
<p>Pouco mais de duas semanas após cientistas anunciarem que conseguiram transformar pele humana em células que se comportam como células-tronco embrionárias, outra equipe utilizou a mesma técnica para curar camundongos com anemia falciforme, até então uma doença incurável. É a primeira prova de princípio de que algo do tipo pode funcionar na medicina.</p>
<p>A partir de células do próprio roedor, os pesquisadores do Instituto Whitehead, nos Estados Unidos, conseguiu induzir a formação das chamadas “células pluripotentes induzidas” ou células iPS, na sigla em inglês, que se comportam quase completamente como células-tronco embrionárias. A técnica dispensa o uso de embriões.</p>
<p>O primeiro grupo a tirar células iPS de camundongos, em 2006, foi o do japonês Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, um dos pioneiros que apresentaram o estudo com seres humanos em 21 de novembro passado. Agora, a equipe de Rudolf Jaenish comprova que essas células funcionam para tratar doenças.</p>
<p>A anemia falciforme é uma enfermidade causada por uma mutação genética, hereditária, incurável, que causa dor intensa e pode matar se não tratada. As células sanguíneas dos portadores da doença têm formato de foice (daí o nome falciforme), o que as tornam mais rígidas e difíceis de passar pelos vasos.</p>
<p>Os pesquisadores criaram células iPS a partir de um camundongo doente. Depois, retiraram o gene que poderia aumentar a possibilidade de desenvolvimento de câncer. Com elas em mãos, conseguiram transformá-las em precursoras de células-tronco adultas da medula óssea, e substituíram o gene que causa a alteração nas células sangüíneas por um gene normal. Depois, injetaram as células de volta no camundongo.</p>
<p>O resultado? A doença foi curada, segundo os exames de sangue, informa o estudo publicado na revista especializada &#8220;Science&#8221; desta semana. O funcionamento do sistema circulatório e dos rins voltou a ser o de um animal saudável.</p>
<p>Para Jaenisch, o feito comprova o potencial das células reprogramáveis na substituição das células-tronco embrionárias, dispensando o problemas éticos e práticos da clonagem terapêutica. No entanto, antes de isso ser aplicado em humanos, os cientistas precisam aprender um modo de transformar células da pele em células iPS sem usar vírus, como é feito hoje, o que pode ser muito perigoso.</p>
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		<title>Novo remédio promete tratar doenças do fígado até então incuráveis</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Nov 2007 16:41:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Um novo medicamento em estudo, com capacidade para aumentar os níveis das plaquetas sangüíneas, promete ajudar na cura de pacientes que sofrem de Hepatite C e de outras doenças do fígado, segundo um artigo apresentado no &#8220;New England Journal of Medicine&#8221; nesta quarta-feira (28). Um estudo sobre o assunto, a cargo de cientistas da Universidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 18px;">Um novo medicamento em estudo, com capacidade para aumentar os níveis das plaquetas sangüíneas, promete ajudar na cura de pacientes que sofrem de Hepatite C e de outras doenças do fígado, segundo um artigo apresentado no &#8220;New England Journal of Medicine&#8221; nesta quarta-feira (28).</span></p>
<p>Um estudo sobre o assunto, a cargo de cientistas da Universidade de Duke (Califórnia do Norte) nos Estados Unidos, também descobriu que esse novo medicamento parece ser efetivo no tratamento de uma desordem sangüínea que causa hematomas e sangramento excessivo. O medicamento também poderia ser utilizado, a longo prazo, para ajudar no tratamento do câncer.</p>
<p>A droga, chamada &#8220;eltrombopag&#8221;, aumenta a quantidade de plaquetas no sangue, um importante componente para a coagulação.</p>
<p>Quando os níveis das plaquetas atingem índices muito baixos há grandes riscos de hemorragia. Devido a isso, os pacientes com baixos níveis de plaquetas não são considerados aptos para receber tratamentos ou devem receber complexas transfusões antes de poderem se submeter a uma cirurgia.</p>
<p>Isso provoca uma situação particularmente problemática para os cerca de 170 milhões de pacientes que sofrem de Hepatite C em todo o mundo, doença causada por um vírus potencialmente mortal que danifica o fígado e pode deteriorar a capacidade de o corpo fabricar plaquetas.</p>
<p>Apenas metade das pessoas diagnosticadas com Hepatite C podem receber tratamentos com antivirais comuns. &#8220;Há uma enorme quantidade de pacientes com essa doença que têm seus níveis de plaquetas diminuídos quando tentamos um tratamento&#8221;, disse o principal autor do estudo, John McHutchison.</p>
<p>McHutchison e seus colegas já iniciaram a fase de testes clínicos para confirmar os resultados e comprovar que o medicamento pode manter altos, e de forma segura, os índices de plaquetas durante tempo suficiente para que os pacientes com Hepatite C sejam submetidos a um tratamento completo.</p>
<p>Serão necessários outros estudos para saber se o &#8220;eletrombopag&#8221; pode ser utilizado de forma segura em outros tratamentos. Uma das possíveis utilizações seria para aumentar a quantidade de plaquetas de pacientes com câncer submetidos à quimioterapia e aos que sofrem de outras doenças hepáticas, explicou o especialista.</p>
<p>Durante o estudo, os pesquisadores analisaram 74 pacientes com Hepatite C em 22 centros nos Estados Unidos e na Europa, que haviam desenvolvido cirrose hepática e tinham contagens muito baixas de plaquetas.</p>
<p>A quantidade de plaquetas teria aumentado em pelo menos 75% nos pacientes que tomaram o medicamento oralmente uma vez por dia e 95% nos que receberam uma dose maior, com efeitos colaterais como dor de cabeça, dor abdominal, náusea e boca seca.</p>
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		<title>Ser generoso dá barato, dizem cientistas</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Nov 2007 16:56:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[Ato de doar dinheiro para instituição de caridade ativa centros do prazer no cérebro. Efeito acontece mesmo com doação compulsória, indicando altruísmo &#8216;inato&#8217;. Saber que seu dinheiro vai para uma boa causa pode ativar alguns dos mesmos centros de prazer do cérebro que são estimulados por drogas, sexo e comida, dizem pesquisadores americanos. As pessoas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 18px;">Ato de doar dinheiro para instituição de caridade ativa centros do prazer no cérebro. Efeito acontece mesmo com doação compulsória, indicando altruísmo &#8216;inato&#8217;.</span></p>
<p>Saber que seu dinheiro vai para uma boa causa pode ativar alguns dos mesmos centros de prazer do cérebro que são estimulados por drogas, sexo e comida, dizem pesquisadores americanos.</p>
<p>As pessoas que participaram de um estudo tiveram essa reação ao saber que o dinheiro delas ia ser doado para uma organização de caridade &#8211; mesmo quando a contribuição era obrigatória como se fosse um imposto. E elas se sentiram ainda melhor quando a contribuição era voluntária, de acordo com os cientistas.</p>
<p>Ulrich Mayr, professor de psicologia da University de Oregon, disse que a pesquisa lança luz sobre a natureza do altruísmo e poderia ajudar as pessoas a se sentir melhor em relação ao imposto que pegam. &#8220;Isso mostra que, num mundo ideal, poderia haver uma situação na qual você é um contribuinte satisfeito&#8221;, afirmou Mayr, cuja pesquisa está na revista &#8220;Science&#8221; desta semana.</p>
<p>Na pesquisa, Mayr e dois economistas deram a 19 voluntárias o montante de US$ 100 e acompanharam sua atividade cerebral por meio de um aparelho de ressonância magnética. As mulheres observavam parte de seu dinheiro ser direcionado para a conta de uma instituição que distribui comida de graça para pessoas necessitadas.</p>
<p>O interessante é que, quando o dinheiro chegava à conta bancária, a ação ativava porções do cérebro &#8211; o núcleo caudado e o núcleo acumbente &#8211; que sabidamente têm a ver com a sensação de prazer. E, se o dinheiro era dado espontaneamente, o efeito era ainda maior.</p>
<p>&#8220;O interessante é que esses centros de prazer estão ligados a necessidades realmente básicas, como comida, sexo, doces, abrigo e conexão social&#8221;, disse Ulrich. &#8220;É a área do cérebro que diz o que é bom para nós. E a mesma área também parece dizer o que é bom para os outros.&#8221;</p>
<p>Para o pesquisador, entender por que esse fenômeno acontece em laboratório, mas não quando impostos do mundo real são pagos, pode ajudar a fazer com que as pessoas se tornem cidadãos mais conscientes. E também sugere que as pessoas possuem um mecanismo inato de generosidade, que não tem necessariamente ligação com os benefícios &#8220;externos&#8221; conseguidos com atos altruístas.</p>
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		<title>Nova droga reprime HIV por 48 semanas</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Sep 2007 16:51:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[HIV]]></category>

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		<description><![CDATA[O laboratório farmacêutico Merck informou que seu tratamento com Isentress (nome comercial do raltegravir), em combinação com outros remédios, proporcionou uma supressão viral sustentada de 48 semanas em pacientes infectados com o vírus HIV. Segundo os resultados de um estudo, o raltegravir, um inibidor oral da enzima integrase, permite uma supressão anti-retroviral durante 48 semanas. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 18px;">O laboratório farmacêutico Merck informou que seu tratamento com Isentress (nome comercial do raltegravir), em combinação com outros remédios, proporcionou uma supressão viral sustentada de 48 semanas em pacientes infectados com o vírus HIV.</span></p>
<p>Segundo os resultados de um estudo, o raltegravir, um inibidor oral da enzima integrase, permite uma supressão anti-retroviral durante 48 semanas. Ele precisa ser combinado com um tratamento de apoio (OBT) e se destina a pacientes que foram tratados contra o vírus e apresentam resistência a outras drogas.</p>
<p>Os resultados também mostraram que o Isentress, administrado duas vezes ao dia por via oral em doses de 200, 400 e 600 miligramas, em combinação com o OBT, foi em geral bem tolerado pelos pacientes, segundo detalhou a farmacêutica em seu comunicado.</p>
<p>O Isentress é o primeiro inibidor de integrase aprovado pela agência de alimentos e drogas (FDA) dos Estados Unidos. O remédio recebeu o status de revisão prioritária, dado a produtos em pesquisa que atendem a necessidades médicas não satisfeitas.</p>
<p>O tratamento da Merck pode receber a aprovação definitiva em outubro. Ele procura inibir a inserção do código genético do HIV no DNA humano pela enzima integrase viral. A inibição da integrase bloqueia a capacidade do vírus de se replicar e infectar novas células.</p>
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		<title>Vacina contra Aids funciona bem em teste</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2007 16:52:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[HIV]]></category>

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		<description><![CDATA[Pesquisadores sul-africanos disseram na sexta-feira terem ficado animados com o resultado de dois estudos sobre a Aids indicando que as vacinas podem, um dia, ser eficientes no controle dos níveis do vírus HIV (da doença) e, até mesmo, na prevenção desse mal. Dados preliminares de um teste clínico envolvendo 480 pessoas não contaminadas pelo vírus, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 18px;">Pesquisadores sul-africanos disseram na sexta-feira terem ficado animados com o resultado de dois estudos sobre a Aids indicando que as vacinas podem, um dia, ser eficientes no controle dos níveis do vírus HIV (da doença) e, até mesmo, na prevenção desse mal.</span></p>
<p>Dados preliminares de um teste clínico envolvendo 480 pessoas não contaminadas pelo vírus, metade delas moradores da África do Sul, mostrou que a maioria experimentou uma resposta imunológica positiva depois de ter recebido a vacina HVTN 204.</p>
<p>Um sistema imunológico saudável pode contribuir para evitar uma contaminação pelo HIV, ao passo que as pessoas com um sistema imunológico comprometido vêem-se, com frequência, mais sujeitas a contraírem o vírus. &#8220;Trata-se, realmente, de boas notícias. Esse é um marco importante, mas ainda temos um longo caminho a percorrer&#8221;, afirmou Gavin Churchyard, principal pesquisador envolvido no estudo.</p>
<p>As declarações dele foram dadas em um encontro patrocinado pela Iniciativa Sul-Africana da Vacina contra Aids e realizado em Johanesburgo. Segundo Churchyard, os efeitos colaterais da vacina mostraram-se, em regra, de leves a moderados.</p>
<p>Um outro teste clínico realizado com uma vacina de DNA desenvolvida pela FIT Biotech, da Finlândia, mostrou resultados igualmente promissores com um grupo menor de portadores do HIV, em sua maioria moradores de Soweto, uma área urbana de população negra localizada ao sul de Johanesburgo.</p>
<p>Cerca de 5,5 milhões de sul-africanos, ou por volta de 12% do total da população nacional, estão contaminados pelo HIV e mil deles morrem todos os dias em virtude da Aids, fazendo do país um foco importante para os esforços de criação de uma vacina contra a doença.</p>
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		<title>A AIDS não é mortal</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Aug 2007 17:00:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De acordo com a diretora- clínica do Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia (HDT), Cássia Silva de Miranda, é perfeitamente possível conviver com a aids. “Os casos fatais só ocorrem atualmente com aqueles que não aceitam a doença e fogem do tratamento”, acredita. O psicólogo Cláudio Rocha Costa concorda. Para ele, a aids deixou de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="line-height: 18px;">De acordo com a diretora- clínica do Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia (HDT), Cássia Silva de Miranda, é perfeitamente possível conviver com a aids. “Os casos fatais só ocorrem atualmente com aqueles que não aceitam a doença e fogem do tratamento”, acredita. O psicólogo Cláudio Rocha Costa concorda. Para ele, a aids deixou de ser um bicho-de-sete- cabeças. “Hoje, os portadores do HIV podem levar uma vida normal, trabalhar, estudar, se divertir e estar totalmente inseridos na sociedade”, comenta.</span></p>
<p>“A aids não é mortal. Mortais somos todos nós.” Esse é o título do artigo que o sociólogo Betinho publicou no início dos anos 90. Na época, estavam sendo testados os primeiros medicamentos para combater a aids. A expectativa de vida de pessoas infectadas pelo HIV ainda era pequena, mas a Medicina avançava nas descobertas sobre o vírus. Contudo, a desinformação e o acesso precário às novas drogas geravam um quadro desanimador para os soropositivos. Medo, sensação de impotência, preconceito e solidão eram sentimentos com os quais os doentes tinham que lidar.</p>
<p>Hoje, as notícias sobre o vírus são cada vez mais otimistas, especialmente no Brasil. A política de quebra de patentes de remédios e a fabricação de genéricos conseguiu baratear os medicamentos e oferecer tratamento gratuito aos pacientes. O resultado é que, desde 1996, o número de casos fatais diminuiu em 50%.</p>
<p>De acordo com Cláudio Rocha, normalmente os soropositivos passam por quatro estágios emocionais ao descobrirem a doença. No primeiro, eles reconstróem a própria vida e se questionam sobre seus possíveis erros. Depois passam por uma fase de reflexão, seguida de isolamento. Por fim, aceitam a doença e percebem que têm condições de se tratar.</p>
<p>Luciene Cordeiro Teodoro, 29, conhece bem este processo. Ela convive com o vírus há nove anos, desde que descobriu a doença por meio de exames de rotina. Mas demorou a procurar ajuda. Chocada com o resultado do exame, comunicou à família a decisão de não se tratar. Só mudou de idéia quando o médico informou sobre sua gravidez.</p>
<p>Após o nascimento do filho (soronegativo), Luciene desistiu do tratamento e abandonou a cidade natal. Foi trabalhar em Brasília e escondeu de todos a doença. “Sofria sozinha, porque tinha muito medo do preconceito”, confessa. Neste período, descuidou-se propositalmente da saúde. “Não comia direito, ficava exposta à friagem, dormia pouco&#8230;.Cheguei a pesar menos de quarenta quilos . Um dia fui comprar uma blusa e me olhei no espelho. Quando vi meu estado, me assustei. Decidi voltar para casa”, conta.</p>
<p>Debilitada a ponto de não poder se sustentar em pé, Luciene foi internada com pneumonia e suspeita de tuberculose. Passou quase um ano tentando se recuperar. Em busca de melhores condições de tratamento, deixou Uruaçu e mudou-se para Goiânia. Foi acolhida por casas de apoio, como o Condomínio Solidariedade e o Cada, onde vive atualmente.</p>
<p>Hoje, enfrenta a doença sem maiores problemas. Trabalha bordando blusas para o Cada e está à procura de um novo lar. E tem um bom motivo para isso: vai se casar pela segunda vez.</p>
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