Federação Brasileira de Hemofilia lança campanha nacional na TV
Postado em 14. ago, 2008 por admin em Matérias
No próximo dia 28 será iniciado em todo o país uma campanha de Conscientização sobre hemofilia.
A campanha tem como objetivo sensibilizar a população e as autoridades sobre conceitos básicos da doença, visando a consolidação dos benefícios disponíveis às pessoas com hemofilia no Brasil.
A hemofilia é uma alteração genética e hereditária no sangue, caracterizada por um defeito na coagulação sanguínea. O gene que causa a hemofilia está localizado no cromossoma X.
O sangue é composto por várias substâncias, onde cada uma delas tem uma função; algumas são proteínas chamadas fatores da coagulação, que ajudam a estancar as hemorragias. Os fatores são numerados em algarismos romanos (I a XIII) e trabalham como uma equipe, onde cada um tem seu momento de ação, passando instruções ao seguinte.
A pessoa que tem hemofilia não possui um dos fatores em quantidade ou qualidade suficiente para exercer suas funções. Por isso, o sangue da pessoa com hemofilia demora mais para formar um coágulo e, quando este se forma, não é capaz de fazer o sangue parar.
Há dois tipos de hemofilia. A mais comum é a Hemofilia A (80% dos casos) e ocorre pela deficiência do Fator VIII. A Hemofilia B ocorre pela deficiência do Fator IX.
Segundo dados do Ministério da Saúde, existem 8.196 hemofílicos, sendo que a maioria, do tipo A – 6.897. O total de pacientes com coagulopatias hereditárias é de 11.004.
No mundo, cerca de 75% dos hemofílicos não possuem acesso ao tratamento mínimo. Segundo a médica Sylvia Thomas, Presidente da Federação Brasileira de Hemofilia, não é o caso do Brasil; entretanto, ainda não está suficiente.
- Se considerarmos o quantitativo de produtos para coagulação adquiridas pelo governo federal, o Brasil ainda não está no patamar ideal de tratamento . O ideal seria que o Ministério da Saúde aumentasse esse quantitativo a fim de garantir alguns programas de tratamento mais avançados, como a profilaxia primária, a imunotolerância e maior acesso a cirurgias ortopédicas – disse Dra. Sylvia.
Atualmente existem 34 Centros de Hemofilia no Brasil. Alguns somente com estrutura para armazenamento e distribuição de fatores e outros com equipe multidisciplinar completa, laboratório de alta tecnologia para o diagnóstico da hemofilia. Em alguns, falta uma rede para o atendimento emergencial especializado, funcionando em horário comercial.
Há em geral carência de conhecimento dos pacientes sobre sua condição e direitos a tratamento, assim como um desconhecimento da população e dos profissionais de saúde em geral, sobre a hemofilia. Excetuando-se os que já trabalham na área, a maioria tem noção superficial sobre a doença. Isso pode gerar demora no diagnóstico e má condução dos casos, podendo ocasionar seqüelas ou mesmo a morte.
Os sintomas da hemofilia são os sangramentos. As pessoas com hemofilia grave têm hemorragias espontâneas, sem causa aparente. As simples atividades da vida diária como caminhar e correr podem produzir hemorragias internas nas partes do corpo onde há muita atividade e esforço, principalmente nas juntas (articulações) e dos músculos. Os joelhos e tornozelos são frequentemente atingidos, porque suportam grande parte do peso do corpo.
Outros sintomas comuns são as equimoses (manchas roxas sob a pele) e hematomas. Alguns hematomas são de alto risco, pois podem levar a problemas graves, como na língua, pescoço, antebraço e panturrilha. Os sintomas dos sangramentos nos músculos e juntas são: dor, inchaço e parada do movimento no local atingido (braço ou perna, por exemplo). Os sangramentos após extração dentária são também importantes e devem ser prevenidos e acompanhados por profissionais experientes.
É importante lembrar que quando uma pessoa com hemofilia se machuca, não sangra mais rápido do que outra sem hemofilia. Apenas o sangramento dura um tempo maior e pode recomeçar dias depois.
Quem tem hemofilia deve procurar os CTH – Centros de Tratamento de Hemofilia, locais especializados em problemas hemorrágicos, que proporcionam tratamento multidisciplinar (com profissionais de várias áreas). Há vários CTH no Brasil e a maioria deles está nos Hemocentros e hospitais universitários. No Rio de Janeiro, por exemplo, o CTH é localizado no HEMORIO.
Os CTH tem em um mesmo lugar diagnóstico e acompanhamento por profissionais capacitados e experientes. Os CTH mais completos têm médicos hematologistas, ortopedistas, fisiatras, enfermeiros, dentistas, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e outros, além de dispensarem os fatores de coagulação, que no Brasil são adquiridos pelo Ministério da Saúde. A Federação Mundial de Hemofilia aconselha que o atendimento à hemofilia seja feito por uma equipe multidisciplinar, já que dessa forma os pacientes vivem mais e melhor.
Um dos objetivos da campanha é a melhoria da qualidade dos serviços, aliada a adesão ao tratamento, que possa estimular os pacientes ao desenvolvimento saudável, minorando a dor, reduzindo a incapacidade física e possibilitando sua inclusão na sociedade. Para o sucesso dessa iniciativa, é necessário o envolvimento de todos: pacientes, familiares e serviços de saúde.
A Federação Brasileira de Hemofilia (FBH) surgiu em 1976 em um contexto de extrema dificuldade de tratamento, que não era gratuito, já que somente em 1988, a Constituição brasileira garantiu acesso universal à saúde. Na época se tratava a hemofilia com plasma e o crioprecipitado do sangue, ainda assim restritos a alguns centros. A FBH nasceu de um pequeno grupo de pais e pacientes, empenhados em ajuda mutua. A situação mundial não era muito diferente e a Federação Mundial de Hemofilia foi fundada há 43 anos, por Frank Schnabel, um empresário com hemofilia; o pequeno grupo, formado em Montreal, Canadá, era movido pela vontade de melhorar o tratamento da hemofilia no mundo.
A FBH, organização não governamental sem fins lucrativos, tem como sua principal diretriz, advogar por maior acesso a produtos para tratamento (fatores da coagulação) e atenção integral, junto as autoridades de saúde, norteando suas ações em projetos de abrangência nacional. A FBH é formada pela união de 30 Associações de Hemofilia em todo o país.
Contatos:
Marcos Araújo – Assessoria de Imprensa do HEMORIO – tels.: (21) 2240-2795 / (21) 7833-3736 / (21) 9602-2103
Sylvia Thomas – Presidente da Federação Brasileira de Hemofilia – tels.: (65) 3624-9382 / (65) 9982-3962 / (65) 9982-5082















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7 Comentários
LUCIANO
05. jan, 2009
EU CREIO QUE A HEMOFILIA TEM CURA SIM. FALTA OS CIÊNTISTAS, MEDICOS E GOVERNO CONCORDAREM A RESPEITO DA CURA.
erisvania/lucas
15. mar, 2009
queria k meu filho lucas k é um portador da hemofilia recebece mas atençao….ele nem se quer é cadastrado no centro de hemofilia de sao paulo…k aliaz o tratamento estar deixando a desejar
erisvania/lucas
15. mar, 2009
queria ter o endereço eletronico da chesf de sampa.
luciano pontes
16. mar, 2009
oi pessoal eu sou hemofilico do recife-pe gostaria de saber se algum de vcs sabe sobre o proceso dos hemofilicos contaminados pela a hepatite c do recife em que pe anda
elisangela França
04. mai, 2009
Meu filho é hemofílico B e está sendo amparado no HOSP SP e a Dra Sandra e o Dr Fernando são ótimos:prestativos, estudiosos, dedicados e atenciosos…O Yuri está c/ 30 meses e está se adaptando muito bem.Agradeço
erica
18. mai, 2009
olha só tenho que agradecer tenho um filho hemofilico e o tratamento dele aqui no mato grosso é especial,ele tem toda atenção e alem disso ele é muito amado por todos,
quer dizer todos hemofilico são amados são pessoas especias e muito inteligente
LIBERA PAULA DAL AGNOL
23. jun, 2009
Moro aqui em campo grande-ms, e aqui só tem um hospital para o tratamento,meu filho estevão de 8 anos tem hemofilia tipo B (grave);Aqui deveria ser igual em Cuiaba lá no Hemomat onde as mães aprende a aplicar o fator ,e leva o medicamento para csa.para uma devido eventualidade.
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