A AIDS não é mortal
Postado em 01. ago, 2007 por admin em Notícias
De acordo com a diretora- clínica do Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia (HDT), Cássia Silva de Miranda, é perfeitamente possível conviver com a aids. “Os casos fatais só ocorrem atualmente com aqueles que não aceitam a doença e fogem do tratamento”, acredita. O psicólogo Cláudio Rocha Costa concorda. Para ele, a aids deixou de ser um bicho-de-sete- cabeças. “Hoje, os portadores do HIV podem levar uma vida normal, trabalhar, estudar, se divertir e estar totalmente inseridos na sociedade”, comenta.
“A aids não é mortal. Mortais somos todos nós.” Esse é o título do artigo que o sociólogo Betinho publicou no início dos anos 90. Na época, estavam sendo testados os primeiros medicamentos para combater a aids. A expectativa de vida de pessoas infectadas pelo HIV ainda era pequena, mas a Medicina avançava nas descobertas sobre o vírus. Contudo, a desinformação e o acesso precário às novas drogas geravam um quadro desanimador para os soropositivos. Medo, sensação de impotência, preconceito e solidão eram sentimentos com os quais os doentes tinham que lidar.
Hoje, as notícias sobre o vírus são cada vez mais otimistas, especialmente no Brasil. A política de quebra de patentes de remédios e a fabricação de genéricos conseguiu baratear os medicamentos e oferecer tratamento gratuito aos pacientes. O resultado é que, desde 1996, o número de casos fatais diminuiu em 50%.
De acordo com Cláudio Rocha, normalmente os soropositivos passam por quatro estágios emocionais ao descobrirem a doença. No primeiro, eles reconstróem a própria vida e se questionam sobre seus possíveis erros. Depois passam por uma fase de reflexão, seguida de isolamento. Por fim, aceitam a doença e percebem que têm condições de se tratar.
Luciene Cordeiro Teodoro, 29, conhece bem este processo. Ela convive com o vírus há nove anos, desde que descobriu a doença por meio de exames de rotina. Mas demorou a procurar ajuda. Chocada com o resultado do exame, comunicou à família a decisão de não se tratar. Só mudou de idéia quando o médico informou sobre sua gravidez.
Após o nascimento do filho (soronegativo), Luciene desistiu do tratamento e abandonou a cidade natal. Foi trabalhar em Brasília e escondeu de todos a doença. “Sofria sozinha, porque tinha muito medo do preconceito”, confessa. Neste período, descuidou-se propositalmente da saúde. “Não comia direito, ficava exposta à friagem, dormia pouco….Cheguei a pesar menos de quarenta quilos . Um dia fui comprar uma blusa e me olhei no espelho. Quando vi meu estado, me assustei. Decidi voltar para casa”, conta.
Debilitada a ponto de não poder se sustentar em pé, Luciene foi internada com pneumonia e suspeita de tuberculose. Passou quase um ano tentando se recuperar. Em busca de melhores condições de tratamento, deixou Uruaçu e mudou-se para Goiânia. Foi acolhida por casas de apoio, como o Condomínio Solidariedade e o Cada, onde vive atualmente.
Hoje, enfrenta a doença sem maiores problemas. Trabalha bordando blusas para o Cada e está à procura de um novo lar. E tem um bom motivo para isso: vai se casar pela segunda vez.

Um Comentário
artur kuvalela
16. abr, 2010
ola eu sou artur kuvalela.gostaria de saber qual e a probablidade de contrair o viro do sida mesmo usando o presevativo?
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